Eficiência energética e indústria

Pessoas, empresas, governos e instituições de todo o mundo gastam bilhões de dólares por ano com energia, pois adotam hábitos de consumo que surgiram quando ela ainda era abundante e econômica. Hoje, o alto custo da energia impacta negativamente nos lucros e patrimônios, assim como as emissões dos gases de efeito estufa contribuem para a deterioração da qualidade de vida.

Segundo a Enerdata (empresa de inteligência global especializada em energia), o consumo mundial deve crescer 30% até 2020, realidade já existente nos países emergentes e nos pobres, por causa da maior utilização de equipamentos elétricos. Já no âmbito industrial, o uso inadequado de energia em sistemas hidráulicos e pneumáticos aumentou e impactou diretamente o emprego de energia elétrica e seu custo.

Em 2012, o consumo de energia pela indústria brasileira acompanhou o baixo ritmo da economia. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o consumo no Brasil avançou 4,2% ano passado. Neste ano, haverá nova alta, em consonância com a alta do PIB, ao redor de 3%.

Diante deste cenário, a indústria deve aprender a fazer mais com menos, identificar formas para reduzir de maneira permanente o consumo de energia e melhorar seu desempenho. Mal utilizada, a energia já é cara e seu custo promete aumentar no futuro. Eficiência energética entrou para ficar na pauta das corporações.

Se a energia e suas instalações forem encaradas como investimentos, ao invés de serem vistas apenas como um custo, as companhias podem controlar seu uso e alcançar altas taxas de retorno na economia de energia. A Taxa Interna de Retorno (TIR ou, em inglês, IRR), nesses projetos, é considerável e supera expectativas. Os benefícios desse tipo de investimento incluem a redução de energia em dois dígitos, assim como um melhor desempenho da instalação, produtividade do colaborador e responsabilidade ambiental.

Grande parte dos problemas básicos pode ser solucionada de forma simples e com baixo custo. A instalação de variadores de velocidade em motores para acionamento de bombas e ventiladores, podem ter um impacto imediato na conta de energia elétrica.

Com a adoção de processos automatizados até 30% de energia podem ser economizados, adequando o consumo de energia em função das condições ambientais e o nível utilização dos sistemas de iluminação e de HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado).

Com ferramentas simples de software para gerenciamento é possível identificar tendências de desperdício de energia e tomar ações necessárias. É importante que os gestores tenham conhecimento de que o gerenciamento de energia é um ciclo contínuo de melhorias, que permite obter economias consideráveis e ampliar a competitividade das organizações. Em paralelo os projetos de eficiência energética também devem ser avaliados corretamente, considerando todos os benefícios diretos e indiretos para competir em igualdade com os demais projetos de modernização e/ou expansão da produção.

Fonte: Abegás

 

 

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